Uma praga Uma larva Um veneno mal Um espinho Um caroço A macumba e tal Um feitiço Um encosto Uma maldição Que se espalhe Que se alastre Sem mais solução Solte o som Queime o pão Morra a mãe Quebre a mão O que não esconde o bicho No jardim se espalha a peste Na cozinha entorte o garfo E no salão defeque o gato E nos olhos Que se alastrem Nuvens te tensão E o piolho Entre as fregas Sujas do lençol Eu te rogo Te desejo Que essa seja razão E o desastre ( dos espinhos Sempre a solidão ) Sempre a solidão ! O teu corpo esquartejado Teu cachorro amordaçado Um buraco em tua telha Carrapato atrás da orelha Uma praga de madrinha Que vem lá da pradaria Sete pragas, sete juras, não tem jeito não tem cura