Um bom pai, um velho amigo Um tal padrinho, um certo vizinho Outro namorado, o melhor filho Tudo pelo outro, mas e contigo? Sopro na centelha, fica parado Voltando no tempo Não enxerga o que tá vendo, riso roubado Quem cuida de quem, perguntei primeiro Eis aquela voz que sempre escuta A luz no escuro dizendo pra se erguer pra esquecer Querendo ver, buscando entender O que deve e o que não pode mais fazer Desnorteado Mais um desvio pra longe do destino Tudo pelo outro, mas e contigo? Dia após dia, amigo do perigo Tudo se mexe, fica parado Lua não é estrela Olha pro passado, irreparável Faz quanto tempo mesmo que tudo deu errado? Eis que surge aquela voz que sempre escuta A luz no escuro, dizendo pra se erguer pra esquecer Querendo ver, buscando entender O que deve e o que não pode mais fazer