Todos querem o groove, mas não minha cor Todos querem a rima, sem conhecer a dor Me consomem como um produto e descartam o sujeito Mas sou aquele que vira a mesa, desfaço o jogo Sim, eu sou negro! Não estou pedindo permissão Sim, eu sou negro! Estou ocupando meu espaço Sim, eu sou negro! O destino moldou minhas feições Sim, eu sou negro! Não o acaso Hoje eu piso firme onde antes foi pressão Levo os meus comigo, não caminho em vão Quem entende o meu rolê caminha do meu lado E basta ser quem sou: Não negocio mais! Sim, eu sou negro! Não estou pedindo permissão Sim, eu sou negro! Estou ocupando meu espaço Sim, eu sou negro! O destino moldou minhas feições Sim, eu sou negro! Não o acaso