Vitória amarga, um grito mudo O fim chegou, mas levou tudo Um fogo acendeu na escultura A multidão rugiu, quebrou a prisão Correntes caídas no chão Ninguém recuou, só revolução O tirano caiu, um último grito Mas a cidade ardia, um rito aflito O sangue lavou cada calçada A liberdade veio ensanguentada O pó assenta, o eco se cala Mas a ferida aberta ainda fala Um novo Sol, mas a sombra insiste O que se perdeu jamais desiste