Sol sangra lento, um grito rouco Sombras rastejam, o mundo louco Asfalto engole a luz que morre A noite avança, ninguém corre Não há refúgio, nem um fugir A fome escura vem me possuir Escuridão da noite! Pulso de aça! Minha alma ruge, quebrando o espaço! Escuridão da noite! Onde a verdade jaz! Eu sou a sombra, e não volto átás! Mentiras do dia, uma frágil pele Agora a fera se revela Sussurros viram trovão brutal Rasgando véus, quebrando o portal Correntes da navalha se desfazem Instintos primais me refazem Eles pregam o Sol, a luz sagrada Mas na escuridão, minha alma é achada Nenhum raio queima, nenhuma estrela guia Ó monstro corda, e me irradia Este é meu trono, meu reino sem fim Lavando a farsa que havia em mim Só ecos frios, profundos, sem voz O mundo que eu conheci, ficou para trás Apenas a escuridão, vasta e crua Minha alma agora, eternamente sua