(Vamos Acir Campeiro, toque um bugio aí pra mim!) Neste ronco de baixaria, quero oferecer esta moda ao mestre Albino Manique Que partiu no dia vinte e cinco de abril deste mês (Hoje, dia vinte e seis, a homenagem vai pra ele: Mestre Albino Manique!) Queria morrer numa tarde Chuvosa lá do meu rincão Com o barulho da goteira Que cai do capim do galpão Assim eu morrerei feliz Olhando a água correr Faço parte do ciclo da vida Nascer, viver e morrer Faço parte do ciclo da vida Nascer, viver e morrer (Essa vai pra ti, mestre Albino!) (Pra recordar as baixarias que tu deixaste na terra!) Está chegando a tardinha Passarada revoando Angariando alimento Porque o dia tá findando E vem chegando a noitinha Turva, escura, sem luar Só se ouve a sapalhada No banhadal a gritar Só se ouve a sapalhada No banhadal a gritar Assim eu quero morrer Bem como estou lhe dizendo Numa tarde ou numa noite Desde que esteja chovendo Assim eu morrerei contente Lá no meu rancho de chão Assistindo a natureza Com a sua linda perfeição Assistindo a natureza Com a sua linda perfeição (Deste verso agora eu quero oferecer ao grande gaiteiro e acordeonista Edio de Vasconcelos) (Muito obrigado pela parceria, tchê!) Neste tranco de bugio Aqui vou batendo o martelo Nos fandangos que eu não toco meu bugio O baile eu vou lá e cancelo E a gaita do Acir Campeiro Não tenho sorriso amarelo E aqui vai o meu grande abraço Ao gaiteiro Edio Vasconcelos E aqui vai o meu grande abraço Ao gaiteiro Edio Vasconcelos (É homenagem aí, de Acir Campeiro, ao Albino Manique e ao gaiteiro Edio de Vasconcelos)