A Lua beija a lagoa, lindo romance prateado E o gaguejar de um tarrã ecoa no descampado Povoando a noite sulina de sonhos abagualados Povoando a noite sulina de sonhos abagualados A brisa fresca que agita os ramos do alecrim Faz contraponto à coruja que entoa um canto sem fim No alambrado em partitura, tendo por palco um cupim E no galpão um guasqueiro trabalha no couro cru Enquanto o piá caçador segue o rastro de um tatu Que na carga do cusquito, se esconde no tacuru O gado envolto na bruma pra uruguai vai rumando E um tropeiro mal-costeado bem baixinho vai chiflando Culatreando a tropa arisca que se some em contrabando Culatreando a tropa arisca que se some em contrabando A estrela dalva surgindo, reflete na água do rio Toda rudez de um amor que enlaça os seres bravios Depois que alçados farejam cheiro de fêmea no cio Num talagaço de vento, a pampa sorva e serena A mansidão dos trevais dessas campinas amenas Que perpetuado acalanta a noite sulina morena