O despertador toca, mas o dia não abriu A luz invade o quarto, mas o peito ainda é frio Os pés pesam toneladas pra tocar o chão É uma guerra interna sem nenhum clarão A lista de tarefas parece uma montanha E a voz na minha cabeça, devagar, me ganha Pra que sair daí? O mundo não te espera E o inverno no meu peito não conhece a primavera É uma luta constante contra o que eu não vejo Gritando por socorro num silêncio de desejo A mente é um labirinto, o corpo é uma prisão Tentando achar o norte em meio à confusão Não é tristeza passageira, não é só cansaço É sentir o mundo inteiro desmoronando no meu passo Amigos ligam e eu deixo tocar Como explicar que não consigo nem falar? A máscara sorri pra ninguém desconfiar Mas por dentro o oceano insiste em transbordar Dizem: Tenha força, dizem: Vai passar Mas ninguém vê o esforço que é só respirar A culpa me abraça como uma velha amiga Me punindo por perdas de uma antiga intriga E entre o eu quero e o eu não consigo Eu me perco no escuro, sendo meu próprio inimigo Mas no fundo, bem no fundo, ainda resta um sinal Um sussurro que diz que esse não é o final É uma luta constante contra o que eu não vejo Gritando por socorro num silêncio de desejo A mente é um labirinto, o corpo é uma prisão Tentando achar o norte em meio à confusão Não é tristeza passageira, não é só cansaço É sentir o mundo inteiro desmoronando no meu passo Um passo de cada vez, mesmo sem direção Um suspiro profundo, a mão no coração Amanhã eu tento de novo, amanhã eu vou tentar Sobreviver ao peso, aprender a flutuar