O Sol queima sem dó As mãos rachadas O suor no pó Sonhos presos na enxada A vida grita Mas ninguém diz nada A dor do trabalhador É um grito mudo É um clamor Carrega o mundo Mas quem vê? Só ele sabe o peso do porquê Pés no chão Coração na cruz O tempo rouba Mas não seduz Cada dia Uma batalha No peito A força que não falha A dor do trabalhador É um grito mudo É um clamor Carrega o mundo Mas quem vê? Só ele sabe o peso do porquê E quando a noite cai O corpo cede Mas a mente sonha E a alma pede Um amanhã que seja justo e pleno Sem corrente Sem veneno A dor do trabalhador É um grito mudo É um clamor Carrega o mundo Mas quem vê? Só ele sabe o peso do porquê