Às vezes eu penso em zarpar Traçar um rumo onde o medo não está Mas outras vezes quero sumir Afogar os ecos que não calam jamais Sou um barco à deriva no mar Uma alma que sangra tentando se salvar Se eu encontrar um porto pra ancorar Talvez eu aprenda a amar Às vezes me sinto um farol Com luz que brilha, mas não guia ninguém O peso me arrasta pro fundo E o horizonte some onde estou também Sou um barco à deriva no mar Uma alma que sangra tentando se salvar Se eu encontrar um porto pra ancorar Talvez eu aprenda a amar Tempestade na mente, o céu a desabar O coração naufraga num grito sem lar Se eu pudesse enxergar além do meu vendaval Talvez encontrasse um sinal Sou um barco à deriva no mar Uma alma que sangra tentando se salvar Se eu encontrar um porto pra ancorar Talvez eu aprenda a amar Talvez eu consiga sonhar E no silêncio voltar a navegar