Se dualizar agora pra um dia se unificar Ser como sois Caprichar na cara cínica agora Pro sorriso vir depois Acordar na madrugada mais que inglória Para pois, dormir a dois A forra tão sonhada A imola tão fincada Na hierarquia e imposição Na doença como consequência Da vivência como servidão Alijados por pactos perversos Das blindagens de alto escalão Da pejotização Da conformidade Da lembrança de que não há pacificação Com impunidade Eles não deixam de ser golpistas Porque estão na terceira idade E nós suamos abatidos E no final somos nós mesmos os fedidos E despedidos Excluídos das fortunas e das trends Estimulados a usura imanente Ricos, nem de saúde Nem de conta-corrente Cérebros pisoteados Soleiras, dormentes Porém lendo Gorki e organizando os pensamentos Romance, mas quem tem tempo? Vagabundos são os que lêem Afinal tem que me ajudar pra eu te ajudar Diz o patrão Na doença como consequência Da vivência como servidão Alijados por pactos perversos Das blindagens de alto escalão Da pejotização Da conformidade Da lembrança de que não há pacificação Com impunidade Eles não deixam de ser golpistas Porque estão na terceira idade E nós suamos abatidos E no final somos nós mesmos os fedidos E despedidos