Mesmo no caos As lunações perseguem Os atestados são duvidáveis no futuro da monocultura No monopólio dos grandes conglomerados O empregado é sempre um folgado E apesar de toda desgraça Uma vida não se conhece apenas pela devassa Pelo hálito das salivas acinzentadas Pelo suor, pelas lágrimas Ou pelos cantos das carnes trêmulas suturadas Docilizadas Apesar das realizações sem paz Empurrados com a barriga num destino quase imutável Incontrolável Como formiga que soma o pão seguimos Luzi-luzindo na aliança do patriarcalismo Indignos, inconclusivos E as lunações perseguem Mesmo no caos As lunações perseguem Empurrados com a barriga num destino quase imutável Como formiga que soma o pão seguimos Indignos Luzi-luzindo na aliança do patriarcalismo Falido Burnout, bullying, grey stone, cuidado! Além da vigilância tem sempre um anglicismo desnecessário Saturados pelos gritos primários Desfeitos em pedaços reticulados De binóculos embaçados Em Liechtensteins desfocados Di Cavalcantis apunhalados Mesmo nos pus estouvados espiralamos Nos ganhos, nos danos, nos planos E as lunações perseguem