Quando a gente organiza nossa própria nebulosidade Se dá conta que a palavra mesmo com sua opacidade Não é necessariamente uma boa palavra O verso e o perverso do entusiasmo dos nossos corpos Vide o verso, vide o verbo, vis-a-vis de desejos tortos E de trivialidades importantes A vontade e a contra-vontade E a fartura da nudez moderna Quais são os tabus que mantêm as tiranias? E quais são aqueles que incitam a curiosidade do saber? Nebulas nostras componere est sire: Verbum non verbum Essas coisas tateantes que são a verdade e o espelho Nas adversidades das epifanias Quem é eficiente é penalizado com mais trabalho Árduo corpo de aberturas endogênicas E ainda desconfio que os afrescos que inspiram ficções São os mesmos que endossam, que reforçam as fricções São os mesmos que reforçam as fricções