Eu não perdoo nada Quem quer perdão judaico-cristão Nunca oferece nem uma reparação A bondade narcísica é rala Dobrada sobre si mesma em idolatria Pulsa o pulsar tecnocrata de sofomania É ruim, é roide Que eu vou lhe desculpar Não traga pros meus ouvidos Seu arrependimentos só pra desopilar Porque enquanto você sorvia nêsperas E voava nas alturas do paraíso terreno Seus tímpanos se fechavam pra não te machucar E por aqui se ganiam mil ladraduras Você, a serviço das automações Quer carta branca em brancas nuvens Só quer mais das cintilâncias bonitas No dia em que Bolsonaro foi preso Eu estava doente Mas logo fiquei saudável