Fugir da taquicardia E produzir sem ânsia produtivista E assim descansar Já sem culpa E sem conquistas na sociedade Que é a do cansaço E da meritocracia E como tirar um dia de folga Sem ficar doente Como ler um livro atentamente Sem que seja no intervalo do almoço O frio e a roupa pra lavar E o terreno pra capinar E a cerca pra consertar Se amotinar E a pele que se quer tocar Cansado de estar cercado de gente que ganha muito mais que eu E vive reclamando da falta de dinheiro A burguesia pobre ainda me pede paciência Como se não tivesse sempre tudo, tudo, tudo Presença, licença e muita condescendência Não dá pra nem admirar O sol numa tarde de Itapuã Ou mesmo de Itaipu O dia pra vadiar ficou na canção mole É porque a vida real nunca deixou de ser escravocrata Anunciando do alto do muro dos dias de luta O machucado que se esquece de curar E não há nada que a IA possa fazer sobre a isso Fugir da taquicardia E produzir sem ânsia produtivista E assim descansar Já sem culpa E sem conquistas na sociedade Cansado de estar cercado de gente que ganha muito mais que eu E vive reclamando da falta de dinheiro A burguesia pobre ainda me pede paciência Como se não tivesse sempre tudo, tudo, tudo Presença, licença e muita condescendência Cansado de estar cercado de gente que ganha muito mais que eu E vive reclamando da falta de dinheiro A burguesia pobre ainda me pede paciência Como se não tivessem sempre tudo, tudo, tudo Presença, licença e muita condescendência Fugir da ta