Sigo firme no meu chão na minha estatura Porque o perigo que se esconde também existe uma cura O tempo cobra, mas meu passo não se apressa Sei que a verdade que se cala ainda tem aquela que atravessa Meu porto é a ação não a mera ilusão Pois o silêncio é distância, é fuga das antigas daquele sermão O mundo tenta me ofertar a queda fácil Mas a pureza que me guia de cabeça erguida me mantém mais tátil O que eu busco no saber só no sentir eu vejo O que eu preciso para seguir nunca foi o tal do apego Recorro à raiz, à essência do que sou Quando o engano me toca as batidas desviada desse flow Tramas e planos no rascunho dos meus dias Ironia dos tropeços que viraram um dia de alegria Não deixo a sombra me acender um mal que dura Pois o instinto que me move sempre virou uma estrutura Não fecho a porta, nem me prendo à miragem Arranco o caixilho e recebo a ventania como rei da paisagem A luz e o caos me batem na cara sem perdão Enquanto pinto a tela da minha própria condição Onde a água turva, ali eu me mergulho e me encontro Semeio a ideia que floresce a vela acesa a cada ponto O trem da vida não para, segue a viagem E eu sei que a salvação mora no coração de cada coragem Chegaremos sãos e a gente vai testemunhar Pessoas só vivendo o agora por que nunca soube o que é amar Já não sou a sombra do que meu passado que legou A liberdade é um dom que por agora a gente conquistou Eu já sei onde pisar, já tenho a certeza Porque na dúvida só vive onde o medo existem realeza Organizo o caminho, livre para transbordar E vou pro lugar em Peruíbe onde a alma possa descansar Agradecendo o Sol do amanhecer O tempo nunca para é só viver O mundo te dá corda pra render De vela sempre acesa pra vencer