No escuro Quando até a fé parece distante Ele ainda vê No quarto fechado, conversa com o nada Coração pesado, alma algemada Erros na mente rodando em loop O passado me caça, não perde o rumo Sangue nas mãos, culpa nos olhos Sorriso falso, por dentro é ódio Todo mundo vê força, ninguém vê dor Mas Deus vê tudo até quando eu não sou Quando a noite grita que eu não sou digno A cruz responde: Foi por isso que Eu vim, filho Se a sentença era morte eterna O céu assinou minha carta de segunda chance Segunda chance no meio do caos Quando o inferno achou que era o final Graça caiu como chuva no chão Onde só brotava culpa e condenação Segunda chance, sangue escorreu Na cruz do Calvário, o preço Andei com demônios vestidos de amigos Sorrindo no copo, morrendo comigo Promessas vazias, prazer momentâneo Correntes douradas prendendo o meu crânio Cada escolha errada cobrava juros O pecado promete, mas cobra no escuro No espelho eu vi alguém que eu não reconhecia Um corpo vivo, mas a alma vazia Quando o abismo me chamou pelo nome Eu ouvi uma voz mais forte que os homens Não era acusação, não era sentença Era amor atravessando a sentença Segunda chance no meio do caos Quando o inferno achou que era o final Graça caiu como chuva no chão Onde só brotava culpa e condenação Segunda chance, sangue escorreu Na cruz do Calvário, o preço morreu O que me matava perdeu poder Porque Jesus decidiu me viver Se o pecado grita, a cruz grita mais alto Se a morte avança, o céu dá o salto O inimigo escreve fim, Deus escreve plano Transforma um fracasso em testemunho insano Não foi religião Foi resgate Não foi regra Foi amor Hoje eu piso onde eu sangrei Não sou quem eu era, eu sei As cicatrizes viraram armadura O passado agora serve de estrutura O escuro tentou me definir Mas a luz decidiu me assumir Se eu sobrevivi foi pra anunciar Ainda existe graça pra quem acha que não dá A escuridão me conhece pelo nome Tentou me adotar quando a fé tinha fome No copo, na carne, na ilusão do poder Eu vendi meus dias tentando esquecer Mas toda corrente que eu chamei de prazer Virou algema quando eu quis correr No fundo do erro, sem voz pra gritar O céu me ouviu quando eu só soube chorar Quebrado por dentro, mas duro por fora Sorrindo de dia, morrendo na hora Carregando culpas que ninguém viu Mas o sangue da cruz tudo consumiu Se a lei me acusa, a graça responde Se o medo me trava, Seu nome me esconde Onde a morte escreveu acabou Ressurreição assinou: Recomeçou Hoje eu ando com cicatriz aberta Não pra sangrar, mas pra lembrar da queda O inimigo aponta meu histórico antigo Mas Deus me apresenta um futuro vivo Não sou produto do erro que eu fiz Sou prova viva do que Ele diz Se o inferno late, eu não vou correr Quem caminha com Cristo aprendeu a vencer Se você se perdeu tentando ser forte Saiba: Ele venceu até a morte A cruz não é símbolo, é execução Do velho eu, do medo e da condenação Quando tudo escurece, eu fico de pé Porque a noite inteira treme diante da fé Segunda chance não é emoção Segunda chance, sangue na bandeira Cruz levantada contra a noite inteira Do abismo eu grito sem medo de errar Jesus é o caminho, ninguém vai me calar Se você tá no fundo Ele desce Se você tá quebrado Ele refaz Segunda chance não é teoria É sangue, cruz e eternidade