Ainda falo de você pra tanta gente Risada alta, ecoando bem no fundo Se todo dia eu esbarro nas memórias Como é que eu faria pra não ver você em tudo? Naquele canto do sofá Um suco de maracujá O tom de verde na parede dessa sala No som de todo violão No seu tempero de feijão Em cada parte dessa casa eu sinto falta Como é bom poder lembrar Como é bom poder lembrar A falta que cê faz já me doeu um dia Mas hoje essa saudade vira poesia Naquele canto do sofá Um suco de maracujá O tom de verde na parede dessa sala No cheiro de amendoim Nas suas flores no jardim Cada canção que vem de mim tem sua marca Você amava o barulho do acordeon Vai lembrar de mim quando o Sol clarear E não sentir o cheiro doce na cozinha Vai lembrar de mim quando se levantar E ver que as plantas não vão se regar sozinhas Vai lembrar de mim quando o silêncio apertar E perceber que não vai mais me ouvir chegar Vai lamentar naquele canto do sofá Até que um belo dia essa saudade vai virar poesia