Dentro de mim um vilão e um herói Antes do fim, um silêncio e um grito atroz Perto daqui um despertamento ou um sono Longe de ti, sou escravo, sou meu dono Pralém do cais, uma âncora e uma vela O vento trás o que ele mesmo leva Feito de dor e o que nasce do amor Brotou a flor desse chão que nos matou Viver de sonho e dos meus medos vis Provar amor e desespero aqui De peito aberto e entre segredos mil Sou a gaiola e o colibri Entre razões, dar lugar para loucura Mil corações adentrando a mata escura Ser o real e resistir ao próprio mal Ser de metal ou lembrar que é um mortal Achar a luz e a paz antes do fim Fazer de surdo pra poder se ouvir Ver a verdade e aceitar enfim Sou a gaiola e o colibri