Mistérios Por entre as estradas, segredos Por entre as escolhas, meus medos A coisa mais certa é que a certo me impede de ver Por entre os acertos, tropeços Por entre os anseios, mistérios As portas se abrem também Quando tudo é incerto Ai de mim O direito de errar é meu fardo O poder de sonhar trás cansaço O menino que corre Se prende no homem que sou É o fim ou o começo do que se escreveu O autor do que sou, não só eu Essa pena me fere e me cura Entre versos e canções, eu vou Por entre os conselhos, excessos Por entre gigantes, insetos As coisas, as vezes Parecem o que elas são Por entre desgostos, afetos Por entre espantos, o tédio A vida é amiga de quem sabe ser o que é Ai de mim A estrada é a luz e a penumbra É o descanso e também a labuta É o amargo na língua Que sente saudade do mel E assim O horizonte é só ilusão Não existe um fim pra esse chão O caminho se estende Pralém dessa e qualquer canção E eu vou