Eu vejo o que ninguém vê Quando você sai antes do Sol nascer Às vezes trabalha enquanto todos dormem Pra segurar o dia quando ele nascer O medo guardado no peito E o cansaço que aprende a esconder Você carrega o mundo nos ombros E ainda chama isso de dever Dizem que é só o seu papel Como se não custasse nada Mas eu sei quantas vezes Você ficou por amor Amor, eu vejo você Mesmo quando o mundo não vê Você não vive de aplausos Você vive de permanecer Pros nossos filhos, você é abrigo Mesmo cansado, você fica Você não é o herói que resolve tudo É o homem que nunca desiste Você engole o orgulho em silêncio Pra nos dar o melhor aqui Falha, cai, levanta de novo Porque desistir nunca foi pra ti As contas, o peso, a pressão O dia que nunca termina Mas você volta pra casa Porque ali é onde você é necessário Tem um grito preso na tua garganta Que ninguém nunca ouviu sair É uma promessa feita em silêncio De fazer até dar certo, enquanto existir Por dentro o peito se aperta às vezes A mente insiste em não parar Mas você segue sem plano de fuga Porque voltar nunca foi opção Você escolheu ficar O mundo não vai te poupar Nem te agradecer por lutar Mas existe um “papai” correndo Toda vez que te ouve chegar Amor, eu vejo você E os nossos filhos também Nos teus braços cansados Eles aprendem o que é ser alguém Você ensina quando permanece Protege sem se explicar Você não é sorte, é raiz É pai. É marido. É lugar Entre o uniforme suado E o cheiro de shampoo infantil Um abraço pequeno te lembra Por que você nunca partiu Ali o céu se inclina E o cansaço encontra razão O amor vira oração E o silêncio vira gratidão Talvez ninguém bata palmas Quando você levanta cedo Mas eu prometo te lembrar Que eu te amo — eu tô aqui Você é nossa força, nossa coroa Nossa fé sem plateia Enquanto você respirar Nós estaremos aqui Amor, eu vejo você Mesmo quando o mundo não vê Amor, eu vejo você Mesmo quando o mundo não vê Ser pai não é status É cruz, é amor, é ficar E se o mundo não reconhecer Eu reconheço E nossos filhos vão lembrar