Aos meus amigos distinto quero deixar como herança Um pouco do que eu sinto e trago desde criança Mantendo oficio campeiro mesmo estando distante Deste jeito missioneiro do meu querido rio grande Eu vivo longe do pago, sei que não posso voltar No meu peito eu te trago junto de mim pra morar Junto de mim pra morar no meu peito eu te trago Sei que não posso voltar, eu vivo longe do pago Quando eu vou pro fandango eu respeito a tradição Do xote e da vaneira das riquezas deste chão De um gaiteiro afamado que seja do meu agrado Para dançar com a chinoca, valsa e xote afigurado Eu vivo longe do pago, sei que não posso voltar No meu peito eu te trago junto de mim pra morar Junto de mim pra morar no meu peito eu te trago Sei que não posso voltar, eu vivo longe do pago Meu estilo galponeiro que trago na identidade De nunca afrouxar o garrão por maior dificuldade Me consolo no meu mate quando é forte a saudade Das belezas desta terra do povo e da amizade Eu vivo longe do pago, sei que não posso voltar No meu peito eu te trago junto de mim pra morar Junto de mim pra morar no meu peito eu te trago Sei que não posso voltar, eu vivo longe do pago