Preso na memória fechado no silêncio Sendo odiado confuso irresponsável Calado e disperso ignoro a mim mesmo Suporto o que dá num falso movimento Nem tudo está oculto eu não omito nada Se ninguém quer ver caminho a estrada Nem tudo está perdido está no limite na beirada Após do muro alto protegido pela guarda No limite do real no início da loucura Habita o surreal o novo futuro O que esperavam do meu eu Comigo dormirá a falta do sentido comigo morrerá Não é coisa pouca nem coisa demais Apenas o equilíbrio entre ódio e paz O que consome núcleo da nada pode esperar É fricção é divisão um modelo a se estruturar Na base poética a o vai vem continua Tudo segue uma lei como as fases da Lua No X do mapa no hiato da palavra Haviam mais coisas que na palavra exata Ilusão que prende óptica, interface rachada Comanda a precisão de uma mensagem enviada Que atravessa o espaço alcança caminhos Desbrava horizontes sangrando com espinhos Fala pra mim o que você não enxerga O que interfere na memória que te cega Fala pra mim o que te deixa espantada Se a rotina é a mesma e nunca muda nada Não é coisa pouca nem coisa demais Apenas o equilíbrio entre ódio e paz O que consome núcleo da nada pode esperar É fricção é divisão um modelo a se estruturar Preso na memória fechado no silêncio Sendo odiado confuso irresponsável Calado e disperso ignoro a mim mesmo Suporto o que dá num falso movimento Ilusão de óptica arma teleguiada No X do mapa no hiato da palavra No momento exato exaustão programada Só existe um destino e várias estradas No limite do real no início da loucura Habita o surreal o novo futuro Não é coisa pouca nem coisa demais Apenas o equilíbrio entre ódio e paz