Meu pai comprava pipa a dois reais Na areia da praia há vinte anos atrás E tudo era grande, tudo bucólico e intocado Sem morada (?) intacto E o tempo era nosso pra correr No chão da infância, na rua da balança E era ponte coqueiro e o mais bonito fim de tarde Mar de prata, tempestade Contos de pernoite em alto Na falta de luz, se juntar na varanda Cantavam grilos com magia no fundo da casa da arte No horizonte a cidade E esse foi o palco de dedão topado Praia, lama, bola, esconde-esconde, Lua cheia De seres de outro tempo Onda grande na beira, coração fora do peito Meu norte, meu começo