No sábado de Zé Pereira O galo da madrugada Abre os portões e ergue a bandeira Pra festa tão desejada E com a beleza dos mascarados Pierrots molhados e arlequins Desfilam condes e baronesas Enchendo as mesas dos botequins Chega a terça-feira fatal Ninguém esperava o sonho acabar Mas pra delírio geral O apito se fez escutar Sons dolentes de um bandolim Banjos, flautas e violões Voz de uma ternura sem fim Do bloco das ilusões