No Deserto de Gobi, sob um céu de aço frío Nasceu Temüjin, a miséria era seu rio Órfão, traído, caçado em sua terra Aprendeu que o mundo só honra quem o aterra Com astúcia e ódio, uniu os clãs em guerra Os Nômades dispersos, filhos da mesma terra A velha lealdade, a Yassa em construção Tornando-se o Cordeiro, a Mão da Unificação Gengis Khan, a voz da dor que ao trovão imita! Cavaleiro do Terror, sua sombra, a Lâmina Estrita! O mar de cavalos varre a face do chão A disciplina cega, a flecha da punição Do Mar Amarelo ao Cáspio, o Império se abriu Mas por cada milha de avanço, um milhão caiu O Senhor da Estepe, construtor implacável Da Paz da Babilônia ao horror inegável! O emissário morto, o insulto supremo Despertou a Fúria que não tinha termo Contra os Xás de Corásmia, o Eixo se voltou Cidades de seda, o fogo as calcinou Bukhara e Samarcanda viraram pó no vento A fúria mongol, punindo o juramento Ele via a matança como obra dos céus Um castigo divino aos seus infiéis A pilhagem extrema, o cerco sem perdão Onde a sobrevivência era a única canção O Império Mongol, a História viu nascer Unindo as rotas, pondo o Leste a correr O intercâmbio, a lei, a base secular Tudo edificado em cima de um Mar a secar A violência não era apenas um meio vil Era a tática de medo, um cálculo sutil E morre em campanha, o lugar é segredo Deixando aos filhos a força e o medo Gengis Khan, a voz da dor que ao trovão imita! Cavaleiro do Terror, sua sombra, a Lâmina Estrita! O mar de cavalos varre a face do chão A disciplina cega, a flecha da punição Do Mar Amarelo ao Cáspio, o Império se abriu Mas por cada milha de avanço, um milhão caiu O Senhor da Estepe, construtor implacável Da Pax Mongólica, o horror inegável!