A palavra é o norte, o peso do chão O verbo que pulsa a dor do perdão Cinco minutos no espelho do eterno Te fariam chorar, despido no inverno Páginas vivas que o mundo consome Sermão exposto que não diz o nome Cartas escritas com sangue e suor No traço do autor, o plano maior Não existem gigantes diante do altar Só joelhos quebrados tentando encontrar A força que nasce da entrega total De um Deus que é o centro, o ponto final Não há grandes homens, só um Deus soberano Erguendo os pequenos no meio do plano Se o foco fosse o brilho e o sucesso A cruz jamais teria sido o preço Não fomos chamados pra o aplauso do mundo Mas pra o mergulho no amor mais profundo Glorificar enquanto o corpo padece Na contramão onde a vida acontece O maior milagre não foi tocar a Lua Foi o céu descendo, pisando na rua Se o homem decide de Deus se afastar O inferno prepara o barco e o mar Cristão sem marca, sem luta ou ferida Navega um engano, fugindo da vida Ele não retira sem antes prover O que morre em nós, nos faz renascer Quem para a conversa, se perde no eu Quem dobra o joelho, encontrará Deus Não há grandes homens, só um Deus soberano Erguendo os pequenos no meio do plano Na cruz o silêncio gritou: Eu te amo Enquanto o prego selava o chamado Não somos cisternas pra reter o momento Somos canais contra o sofrimento Uma mão recebe graça e verdade A outra partilha amor e bondade Cheios (A música cresce, guitarras distorcidas e épicas) Quando foi a última vez que o choro desceu? Por um erro oculto que só você e ele leu? Querem mudar o texto, a letra e a história Mas não deixam o livro mudar a memória Pedem bênção, mas fogem do quebrantamento Querem o trono, mas temem o tormento Fé não é só ver o morto levantar É crer que ele te ama mesmo se você falhar! Não há grandes homens, só pecadores de pé Sustentados pela cruz, firmados na fé O caminho é estreito, o peso é de luz A forma de Deus que ao lar nos conduz Não fomos aceitos pra ser celebrados Fomos chamados pra ser transformados A bíblia é o amanhã que já aconteceu Ela ainda lê o que o homem esqueceu A palavra é a bússola O norte A direção O resto é só mar Sem porto, sem chão