Dá-me, Senhor, a conhecer A soma exata do meu fim Pra que eu possa compreender A fragilidade que há em mim Aos meus dias deste, ó Senhor O comprimento de alguns palmos Na Tua presença, o meu valor É um silêncio em meios aos salmos Na verdade, todo homem é vaidade Por mais firme que ele esteja aqui O prazo da vida é nada, é metade De um sopro que eu nunca senti (Eu reconheça, eu reconheça) Passa o homem como um assombro Uma sombra na parede a desbotar Inquieto, carrega o mundo no ombro Amontoa o ouro que não vai levar Tesouros em vão, poeira no chão Sem saber quem os herdará E eu, ó Senhor, em quem espero? Nesse deserto, o que eu quero? O que me resta além da herança? Na verdade, todo homem é vaidade Por mais firme que ele esteja aqui O prazo da vida é nada, é metade De um sopro que eu nunca senti Tu és a minha esperança (Tu és, Tu és) A minha única esperança