As vozes se perdem no som das sirenes A cidade acende pra apagar depois Nas telas, vendem o sonho perfeito Mas o vazio ainda mora em nós dois Prédios dormem com luz nas janelas A fé cansou no sinal de advertência A pressa virou sobrevivência E o silêncio é o preço da consciência Somos filhos do relâmpago Pé no chão e olhar no Sol Quem vem da luta já sabe Ninguém apaga o nosso farol Entre o barulho e o silêncio A gente escolhe existir Transforma o dia comum Em motivo pra sorrir Mãos cansadas guardam promessas Mentes firmes buscam paz A chuva cai, leva o passado E o que sobra, a gente refaz Os muros falam do que fomos As ruas sabem onde estar Quem segue mesmo sem aplauso É quem nasceu pra continuar Filhos do relâmpago, livres e fortes Feito Sol depois da chuva forte Somos parte do que não morre E o tempo limpa o que desfaz