Olho pro espelho preto na palma da mão Um abismo infinito de comparação O pescoço curvado, a vista cansada Rolando o feed pra baixo, buscando nada Eles cobram presença, cobram que acorde Mas ninguém pergunta como foi o meu dia fora do discord Tanta gente na lista, tanto contato salvo Mas quem é que me abraça quando eu erro o alvo? kikai no ō (rei das máquinas) Vou ativar o modo offline Largar esse vidro, hoje eu não tô online Eu quero a terceira via, o equilíbrio vital Sair do digital pra ser real Modo sem filtro, sem story, sem encenação Riaru na (real) conexão Olho no olho, pele na pele, coração Lembra da rua? Do asfalto quente O futebol descalço, o joelho da gente Não tinha var, não tinha replay A regra era rir, essa era a única lei Sentar na escada, ver a nuvem passar Sem pressa pro tempo, deixar ele voar Iyashikei (estilo de cura) Tomar um sorvete, sujar a camisa Essa é a update que a alma precisa Jogar conversa fora, ouvir tua voz Sem olhar pro relógio, só nós dois, só nós O abraço de verdade não precisa de wi-fi É ali que a bateria da tristeza cai Hikari, modorou, ano basho e (luz, vamos voltar para aquele lugar) Olha pra cima, o gráfico é infinito Sente o vento? Isso não tem download Escuta o silêncio, ou escuta um amigo A vida acontece agora Fora da caixa Vou ativar o modo offline Quebrar esse vidro, hoje eu não tô online Modo offline, respondo depois Ainda podemos jogar, mas pega o controle dois Senta no sofá ao meu lado Quem perder paga o refri Chama o pessoal Não aceito jogar sem eles aqui Offline mode Desliga o face, desliga o insta Hoje eu quero ser o protagonista Da minha própria vista Koko ni iru (estou aqui) Koko ni iru (estou aqui) E aí, vai encarar? O perdedor lava a louça Oyasumi (boa noite)