A casa tá quieta, o relógio parou Só restou o homem que a vida moldou No fundo do copo eu vejo o sinal De quem caminhou entre o bem e o mal Fechei as cortinas pra noite não ver A guerra que eu travo tentando esquecer Não são monstros debaixo da cama, eu sei São as leis que eu quebrei, o amor que eu neguei Eles puxam a cadeira e sentam no chão Esperando a hora da minha rendição Mas eu não vou correr, já cansei de fugir Se o inferno é aqui, eu aprendo a dormir Então enche o copo, vamos conversar Meus velhos demônios vieram cobrar Não peço desculpa, não peço perdão Eu pago a conta com o meu coração Um brinde ao erro, um brinde à dor Um brinde ao homem que nunca mudou O orgulho é um veneno que eu bebo sorrindo Fingindo que sou forte enquanto estou caindo Sombra na parede tem o meu perfil Um rosto de pedra, um olhar vazio A gente se encara num jogo de azar Quem piscar primeiro vai ter que sangrar Então enche o copo, vamos conversar Meus velhos demônios vieram cobrar Não peço desculpa, não peço perdão Eu pago a conta com o meu coração Um brinde ao erro, um brinde à dor Um brinde ao homem que nunca mudou Eles gritam meu nome, eles sabem quem sou Mas enquanto eu tiver força para levantar o copo Eu ainda sou o dono desse jogo A garrafa secou, eles ainda estão lá Mas o Sol vai nascer e a gente vai ter que empatar