O Sol se põe para a Lua brilhar Você foi embora antes Mesmo que eu pudesse enxergar E eu tô no mesmo lugar Mesmo CEP Mesmo moleque Mesma melodia Em um boombap Yeh Eu preferia falar sobre o amor Mas o poeta não existe sem incorporar dor Prefiro estar no calor Do seu abraço Mas tô preso em vários nós de um cadarço Tropeço nos próprios passos Sou suave como um sample De um MPB Mas perco o BPM Toda vez que penso em você Eu não queria te ver Com rosto baixo Em solos secos Sou instrumento De um fracasso Perco o compasso Andando em círculos Sei que soa ridículo Sou como um sino Sem minha sina Não sou adulto, mas menino De madeira Ignorando o obvio Embaixo do nariz Escondo sentimentos Eu sou Pinóquio Ou um robô de lata No relato de um passado McQueen sem Mate Um Mártir, que coleciona amassados Em minha carcaça Um pagliacci em plena praça Apresentando meu amor Mas sem você não tem graça Rindo da própria piada Digno de piedade A lucidez em conflito Com a insanidade Sou um poeta louco Ou um louco profeta Prevendo um suicídio Em minha carta aberta A minha forma de morrer É vivendo dia pós dia Minha forma de viver É morrendo em agonias Um suicídio lírico A mente vazia O poeta renasce Toda vez que escreve uma poesia