Não aceita nada, sempre fingindo que nada te toca Diz que tá tudo bem, mas sua voz sempre descola (está tudo bem mesmo?) As palavras escapam tortas, como boneca mal costurada E eu tento te alcançar, mas você foge de cada entrada (por que isso?) Jura que é liberdade, mas parece abandono Seus passos tão soltos demais pra quem quer ter um dono (uma pena) E eu vejo seu teatro inteiro caindo sem plateia Mas você prefere ruir a admitir que despedaça Eu sei que não quer ajuda, nunca quer admitir Mas todo mundo enxerga que você tenta fugir A Marionete sem fios, errando achando que está acertando Quer provar que respira, mas perde tudo que é real Você corta as próprias cordas, achando que assim é livre (livre mesmo?) Mas vive presa na versão que só você finge que vive Marionete sem fios, sem saber pra onde ir Você cria seus próprios monstros pra não ter que confiar Se protege do que sente, só pra não desmoronar Eu bato na sua porta, mas você troca o cadeado Toda vez que entende que não precisa estar ao lado E eu fico assistindo seu mundo despencar cada vez mais Porque você prefere afundar do que encarar a verdade E ainda sorri torto, dizendo que tudo é escolha Quando mal consegue segurar o que te enforca Eu sei que não quer ajuda, nunca quer admitir Mas todo mundo enxerga que você tenta fugir A Marionete sem fios, errando achando que está acertando Quer provar que respira, mas perde tudo que é real Você corta as próprias cordas, achando que assim é livre (livre mesmo?) Mas vive presa na versão que só você finge que vive Marionete sem fios, sem saber pra onde ir E eu tento te chamar, mas seu nome sempre some Você se esconde de si mesma, e culpa todo horizonte Marionete sem fios, tentando fugir do fim Mas liberdade demais também te prende a si