Passei tempo demais batendo em portas Esperando alguém me acolher Mas descobri que o abrigo que eu busco Sempre esteve em meu próprio ser Sou parede e sou janela Sou abrigo, sou centelha E mesmo que o mundo não me entenda Eu sou casa que se sustenta Sou casa E hoje moro em mim com paz Não preciso mais provar quem sou Nem pedir pra alguém ficar Sou casa De teto leve e chão seguro E quem quiser entrar Vai ter que saber amar