Escova de marfim, passeia em meus cabelos Cantarolando baixo em frente ao espelho Minha pele então se solta, o cheiro é de formol Tem raízes se mexendo embaixo do lençol A torre não tem porta, a janela é uma boca E eu sou a língua presa, nessa garganta oca Sinto elas crescendo, entrando em meu ouvido A memória revive o que já tava esquecido Puxe, puxe, puxe, até a pele rasgar O príncipe lá embaixo começou a gritar Mil juras de amor, quer ter meu coração Arrancando seus olhos junto de sua ilusão Rapunzel, Rapunzel, jogue-se aos mortos Tranças em necrose, caminhando com pés tortos Suba aqui, garoto, não seja indelicado Não confie em ninguém, pois todos têm um passado Gira, gira, gira, seu pescoço quebrou Mas não me jogue a culpa, você que se aproximou Ele tinha olhos azuis, agora são botões Preguei no meu vestido, novas coleções O corpo dele seca pendurado na parede Bebendo do seu sangue quando eu sinto sede Um fio, dois fios, três milhões! Conto seus dedinhos e arranco seus pulmões! Não corte! (Não corte!) Não corte! (Vai sangrar!) Se tocar no meu cabelo, sua cabeça vai rolar! Rapunzel, Rapunzel, jogue-se aos mortos Tranças em necrose, caminhando com pés tortos Suba aqui, garoto, não seja indelicado Não confie em ninguém, pois todos têm um passado Gira, gira, gira, seu pescoço quebrou Mas não me jogue a culpa, você que se aproximou (Rapunzel) (Rapunzel) Mas não me jogue a culpa, você que se aproximou