Era claro e transparente Inocente, mas capaz De se fazer eloquente Era amor e nada mais Quantas noites acordado Eu passei a admirar O seu corpo repousado Em sua cama a descansar Era claro e evidente Prazeroso e sagaz Era puro e envolvente Era amor e nada mais Bem guardado na memória Ainda está o doce sabor Do nosso primeiro beijo Forte e arrebatador Era claro e inteligente E jamais foste fugaz Era calmo e frequente Era amor e nada mais E hoje não é diferente É prazer que satisfaz Por ser leve e congruente Ser amor e nada mais