Encilho o zaino que abano Arrocinado a capricho Estrada a fora me espicho Peito a berto no cantar Andar eu tenho que andar Pelos rincões do meu pago Sovando de trago em trago Salas de chão ao pisar Nalgum bolicho extraviado Dou alce pro estradeiro Dou buenas pro bolicheiro Derrubo duas de vinho Ouvindo ao longe algum pinho E alguma gaita manheira Que conversando faceira Parece pedir carinho O vento manso da noite No aramado soluça Na coxilha se debruça A lua clareando o pampa A sombra retrata a estampa Seguidora do meu rastro Eo ringir suave do basto Pelos ares se descampa Na volta do corredor Bem no passo da carreta Entre bailanta e carpeta A sala em poeira se agita Muita chinoca bonita Quando um gaitaço desata Ea indiada arrasta a alpargata Bailando uma chamarrita Bem comparando a bailanta Éo baile grande da vida A todos é assistida Sem o menor preconceito Cada um baila seu jeito Num compasso de cordeona Que ao natural vem a tona Sempre exigindo respeito