Tá difícil, tá, mas acho que vai dar As contas batem forte, eu tento respirar O boleto vem pesado, não dá pra ignorar Mas a fé tá de pé, não vou desanimar Acordo cedo, o relógio não tem dó Café na pressão, sem manteiga no pão O aluguel vencido, a luz prestes a cortar O gás subiu de novo, nem dá pra cozinhar O carro quebrou na segunda Na terça, o cartão estourou Na quarta, fui no mercado Mas o preço até me assustou A loteria? Mais uma que não rolou Mas sigo em frente, porque a vida ensinou Que no sufoco é onde nasce o guerreiro E o sorriso da família vale mais que dinheiro Tá difícil, tá, mas acho que vai dar As contas batem forte, eu tento respirar O boleto vem pesado, não dá pra ignorar Mas a fé tá de pé, não vou desanimar O leite acabou, a escola pediu Material novo, mas quem é que conseguiu? A firma atrasou, o salário não caiu Mas a criança não entende o que a crise decidiu Pego latinha, ralo no trampo informal Me viro nos trinta, num jogo desigual Mas o Brasil que eu vejo tem brilho no olhar Mesmo na lama, a gente aprende a voar Tá difícil, tá, mas acho que vai dar As contas batem forte, eu tento respirar O boleto vem pesado, não dá pra ignorar Mas a fé tá de pé, não vou desanimar Tá difícil, tá, mas acho que vai dar As contas batem forte, eu tento respirar O boleto vem pesado, não dá pra ignorar Mas a fé tá de pé, não vou desanimar Tá difícil, tá, mas acho que vai dar As contas batem forte, eu tento respirar O boleto vem pesado, não dá pra ignorar Mas a fé tá de pé, não vou desanimar Tá difícil, tá, mas acho que vai dar As contas batem forte, eu tento respirar O boleto vem pesado, não dá pra ignorar Mas a fé tá de pé, não vou desanimar