Recomecei do zero, mas quase nada mudou Sintonizei os pensamentos, desejos ocultos E como a brisa, a vida me levou Acordes desafinados, cansados, beirando a pura insanidade Me diga, quem é você? Não consigo entender Enfim, o que quer dizer? Acho que vou me perder De passo a passo, eu mergulho em uma escuridão Quem sou? Quem fui? Não lembro mais As vozes me chamam em meio a solidão Deixei meu passado pra trás As paredes falam comigo (Sally, Sally, Sally) Me sinto dentro de um abismo E as vozes não param Não param, não param não Mesmo que eu peça Mesmo que eu clame E esse sentimento não para Não para, não para não Mergulhei na minha própria loucura As paredes falam comigo E dizem Me perdi dentro de um abismo As vozes não param não Não, não Não, não Não, não As vozes não param não Não, não Não, não Não, não (Fiz da minha vida uma moldura) Da minha mente, prefiro manter distância Em meio a traumas, ruídos que deixei pra trás Opinião é só questão de ignorância Se resolvem com choques pra moldar os demais Toco os acordes com minhas mãos exaustas Com calos, cansadas, cobertas de sangue Tento pensar que tudo são águas passadas Mas as vozes dizem que eu sou insignificante Me mostre o caminho da dor Quero sentir o pudor As almas não tem revés Por isso são tão cruéis As paredes falam comigo (Sally, Sally, Sally) Me sinto dentro de um abismo E as luzes não param Não param, não param não Mesmo que eu peça Mesmo que eu clame E esse sentimento não para Não para, não para não Mergulhei na minha própria loucura As paredes falam comigo (Sally, Sally, Sally) Me sinto dentro de um abismo E as vozes não param Não param, não param não Mesmo que eu peça Mesmo que eu clame E esse sentimento não para Não para, não para não Mergulhei na minha própria loucura As paredes falam comigo (Sally, Sally, Sally) Me sinto dentro de um abismo As vozes não param não Não, não Não, não Não, não As vozes não param não Não, não Não, não Não, não (Fiz da minha vida uma moldura) Tentei fugir de mim mesmo Eu sei, não sou tão certeiro Sou só uma casca vazia Buscando a própria utopia As paredes falam comigo (Sally, Sally, Sally) Me sinto dentro de um abismo E as luzes não param Não param, não param não Mesmo que eu peça Mesmo que eu clame E esse sentimento não para Não para, não para não Mergulhei na minha própria loucura As paredes falam comigo (Sally, Sally, Sally) Me sinto dentro de um abismo E as vozes não param Não param, não param não (não) Mesmo que eu peça Mesmo que eu clame E esse sentimento não para Não para, não para não Mergulhei na minha própria loucura As paredes falam comigo E dizem Me sinto dentro de um abismo As vozes não param não Não, não Não, não Não, não As vozes não param não Não, não Não, não Não, não (Fiz da minha vida uma moldura)