Tem gente que sigo, tem mensagem que finjo Propaganda que pulo, tem tênis meu sujo Tem caneta que falha, tem cigarro que acaba Tem problema que passa, tem óculos que embaça minha cara Tem carro que afoga, tem mão que não soa Tem revista que espalha, tem Gillette que é boa Tem parcela que quero, mas tem juros, não quero Tem semestre que é bosta, tem cerveja que choca minha vida Pela semana, eu não deixei de te falar te amo Aquela pausa pra respirar Pela semana, eu não penso mais no fim do ano E aquela fala e suas falhas Tem piscina que é rasa, eu mergulho de costas Mortadela é bom, e ele, um bosta Tem carteira vazia, tem corpo, na via Tem corre pra ir e um chão pra cair de cara Pela semana, eu não deixei de te falar te amo Aquela pausa, pra respirar Pela semana, não penso mais no fim do ano Aquela fala e suas falhas Minha mãe dizia que eu provavelmente seria sensível às dores do mundo Era professora, sabia como é Intuição é intuição, esperança é só esperança Filho da propaganda, fetiche americano Só depois dos dezoito que eu pude conter o dano Estóicos dizem: Ame, eu amo, e eu detesto e odeio do jeito que só quem ama se presta Tenho asco de correr, dar mortal, pular De deitar e não dormir, de não conseguir chorar Tem frio? Então me abraça E mesmo com calor, não solta Quando os anjos falam de amor, eu escuto as gárgulas Tenho cancro da secura, se deixe molhar Caia sobre mim, se permita revoltar Me abraça e me dá um beijo, mesmo no domingo Queima essa amargura, é só fazer queimar! Tem casas em ilhas com mapas pra trilhas Mas tem que pagar pra ter vaso pras cinzas As cinzas assopram e morrem no ar Mas o fogo que arde cê nunca Apaga