Lindas são as almas que não contam apenas moedas Mas contam silêncios, quedas e recomeços Há quem busque valores para viver Há quem os procure só para sobreviver E há quem confunda sentido com acúmulo Achando que riqueza pesa mais que paz Mas existe um outro tipo de gente Raros, quase invisíveis — que cava para dentro Que minera o próprio medo, lapida a dor E transforma cicatriz em sabedoria Esses não se perdem quando tudo falta Porque carregam o essencial no peito Não vivem de aparências, vivem de consciência Não ostentam bens, espalham presença Pois o maior valor não se guarda em cofres Não se mede em números, nem se herda no fim da vida Ele mora no caráter, respira na empatia E floresce no silêncio de quem se conhece E quem encontra valores interiores Pode até perder o mundo Mas jamais perde a si mesmo