Queres saber o que é uma vibe? Fugi para um mundo paralelo onde eu não faço scroll Não vejo emoji amarelo ou uma frase troll Tô sempre atrás do Sol, eu sou um fá bemol E quando eu tiro o pé do solo é quando eu nado crawl Ninguém me suga, eu tô em praias sem lampreias Onde ensaias e bloqueias e batalhas sem plateias Eu vou nadar até ficar sem pé em marés cheias Tu vais ficar sem pé porque o baleias E agora cambaleias, e não há mais boleias E não há mais milenas em arenas europeias Drenas nazarenas, nadavas com sereias Durou um minuto apenas como palavras nas areias Assim nem saboreias nem que venhas logo na onda seguinte Não me acompanhas em maratonas a tua onda é o sprint Isso acontece tanto, se houvesse um bom verso dito Dava-te um Cornneto grande, com ele a vida sorri-te E uns, concordavam que eu tinha o toque que a poesia merecia Mas só falavam é se engordava ou se emagrecia Apareci e venci, agora aprecio a maresia Já não me espanta ouvir tanta fantasia vazia 'Tás cansado e não ficaste ao corrente Tens um fantasma no passado que te arrasta a corrente E eu tô, quase com quarenta e nunca fico a ver navios Mas nada é o que aparenta enquanto houver quem venda views Não tenho tempo, não há nada que eu traga ao pulso Num impulso venho ao mar onde eu vinha bailar com a Dulce Aqui bule-se com adultos e ainda há putos a alinhar Na produção marinha, no percurso balnear O interior leva-me à linha em sentido ao litoral O teu cantor anda na linha no sentido literal E tu a idolatrá-lo, como um filho natural Na cadeirinha a ver a vida por um vidro lateral O meu navio é cultural, insubmisso ao leme cruzo Trabalho para ter a perícia, o ofício é bué recluso Este é a minha praia, o meu vício, meu hangloose Sou castiço, sou o Fernando Maurício do rap luso Onde a classe apruma o clássico que eu forneço Onde a rota passa rumo à casa onde eu pertenço Na praia desta musa que eu patrulho Há uma luz onde eu mergulho Num percurso onde eu me orgulho do começo Mesmo sem calor os puros ainda aqui estão Com linhas que alimentam então faz a digestão Em cima de uma prancha ou numa lancha eu tô no berço Onde eu durmo e acordo e é a bordo que amanheço Camarão que dorme na praia é levado pela onda Nem que vire himalaia, sou da láia que fica à tona A minha previsão não falha, largo o fire Dropo a bomba Que o meu espólio nunca falhe, se espalhe e saia da sombra É muita areia tás a ver a ideia Eu junto crio tudo, dou-te as dunas que queiras Só colhes o que semeias Cozes as teias em que te deitas Para na cama em vez de contares ovelhas contares é haters E aí vejo, que eu pra filhas da puta já vacinei-me É unânime, que gold diggers e haters unem-me Vim aqui edificar mais o meu edifício Ninguém disse que a jornada não era difícil Para o topo do cume ninguém subiu Saio do sufoco, ganho foco, areias mil Pra quem nunca ouviu, sou o moço louco que alguém pariu Crocodilo, já não me cicatrizam como o seal Erva, me eleva, liberta-me das médias Tira-me da névoa, liberta-me das rédeas Livra-me das trevas, o meu espaço não tem réguas Nem esquadros, nem compassos pra medir esta merda Domina o mundo, Jack Mais tarde ou mais cedo vais ter o que mereces Larga a âncora Garganta afino, palavra lanço-a Liga a lâmpada, veneno na guerra como tarântulas És pechisbeque tu és made in China Nem se aproxima da doutrina da camada das minhas Onde barro-as com álcool e sativa por cima Imagina como eu aprumo o cineasta das rimas A feira da plateia receia Brincadeiras da classe dos Rhymesayers, eles passam rasteiras Eles jogam ratoeiras Apanham os ratos, mas falham toupeiras Não dominam o tempo, não dominam as cheias Por isso, agora, sou infame para quem me difame Avisa-me, é beef fisga-me, ergo palavras com o meu íman Sou infame para quem me difame Líbano Bombas no teu tímpano Onde a classe apruma o clássico que eu forneço Onde a rota passa rumo à casa onde eu pertenço Na praia desta musa que eu patrulho Há uma luz onde eu mergulho Num percurso onde eu me orgulho do começo Mesmo sem calor os puros ainda aqui estão Com linhas que alimentam então faz a digestão Em cima de uma prancha ou numa lancha eu tô no berço Onde eu durmo e acordo e é a bordo que amanheço Eu tomo conta da onda, Sol na cara Vitaminas Eu tomo conta da onda, Sol na cara Eu tomo conta da onda, Sol na cara Vitaminas Eu tomo conta da onda Sol na cara A onda é minha