Lenço de seda no pescoço Ouro e metais tão preciosos seus adornos De cores vibrantes enfeitavam símbolos de resistência Personificando rebeldia à opressão do estado E não traziam almas puras Tampouco eram pequenas ou vulgares Mas tinham sonhos grandes No cangaço o preço que se paga é alto E a recompensa sempre foi maior Do que a fama pro seu orgulho próprio E canta forte, canta alto seu grito de liberdade Como fazem os filhos do sertão E dança Maria bonita com vestido floreado E seu grande amado lampião E canta forte, canta alto seu grito de liberdade Como fazem os filhos do sertão E dança Maria bonita com vestido floreado E seu grande amado lampião Bandoleira Lenço de seda no pescoço Ouro e metais tão preciosos seus adornos De cores vibrantes enfrentavam símbolos de resistência Personificando rebeldia à opressão do estado E não traziam almas puras Tampouco eram pequenas ou vulgares Mas tinham sonhos grandes No cangaço o preço que se paga é alto E a recompensa sempre foi maior Do que a fama pro seu orgulho próprio E canta forte, canta alto seu grito de liberdade Como fazem os filhos do sertão E dança Maria bonita com vestido floreado E seu grande amado lampião E quem ousar tomar a minha terra Ou meu chão de poeira entre o chapéu estrelado Punhal alumiando a noite fria e traiçoeira A bandoleira sempre atenta a barricata E quem ousar tomar a minha terra Ou meu chão de poeira entre o chapéu estrelado Punhal alumiando a noite fria e traiçoeira A bandoleira sempre atenta a barricata de seus ideais Bandoleira E quem ousar tomar a minha terra Ou meu chão de poeira entre o chapéu estrelado Punhal alumiando a noite fria e traiçoeira A bandoleira sempre atenta a barricata de seus ideais O fim da história é trágico Mas vai com a cara e a coragem sem cansar Com o pé na estrada Viajante lúcida na caminhada Que o incontestável destino lhe impôs