Antes de aprender a andar Eu aprendi a cair Me deram um nome Mas não um sentido Tão alto é o grito Do silêncio dentro de mim Não sou o que veem Sou o que sobra Quando ninguém olha A fraqueza que há em mim É a mesma guerra que me forja Em minhas costas O peso de escolhas Que nunca foram minhas No que viam tanto valor Por que hoje não valorizam? (Ey) Dizem que as coisas Que nós cuidamos Passam a hospedar uma alma Mas se é assim O que habita no lixo? O que a sociedade descarta? Tudo sempre vira lixo Abandonado no abismo Passam a tratar como sujo Mudam sua visão, então desva- Desvalorizam Mas seria bom Se fosse só com objetos Pessoas também sofrem Desse mesmo preconceito Um mundo onde a pobreza Prevalece Quem tá do lado de lá Não olha pra cá Geral tá pouco se fudendo Criminosos como o meu pai São descartados no abismo Sem chance sem redenção Mas eu vivo me perguntando O que será que há Nessa Escuridão? A dor de uma criança É saber que foi abandonado E saber que não tem valor Que com escória Foi comparado Pra aliviar a dor mental Batia a cabeça na parede Preferia abrir meu crânio Do que suportar O que seu peito sente O lixo nunca Me causou repulsa Eu me identificava Eu via seus olhos Que me olhavam como bosta Como tratavam Regto me ensinou a valorizar O que importa nesse mundo Desgraçado Mas o mataram Seus merdas, não fui eu Então por que me acusaram? Vocês tem olhos, têm ouvidos Mas vocês não usam pra nada Caralho Vão me jogar no abismo Todos vocês tão fudidos Eu vou voltar, eu vou matar Vou caçar um por um Até se no inferno for preciso Se Me descartaram Julgamento errado Me tratam como lixo Me desvalorizaram E se vocês derramaram sangue Em minhas mãos imundas Eu vou subir e mostrar ao mundo A minha justiça suja (Gritos do) Abismo que ecoam por essas terras Esse ódio reprimido que se propagará Por essas eras Todo o mal que injustamente Me causaram, é retornável Verão todo, esse Ódio reciclável De novo jogado no escuro Aqui tudo é podre Pois são descartes Lá de cima Vou voltar praquele mundo Não é impossível Nem que custe a minha vida Eu vou voltar Aqui embaixo há pessoas? Os limpadores que lutam Contra seres abissais Que no lixo habitam Em uma missão Uma armadilha formada Querem o paradisíaco Rudo surebrec De novo não Não pude fazer nada Quem está comigo se machucou E eu sou o culpado Não encoste em quem Tá do meu lado O que pensa que tá fazendo? Seu, seu (ah) Desgraçado Você entendeu errado Esse não é meu poder Aumento o valor das coisas Fala a merda que quiser Que no fim Eu vou rejeitar você Guarde meu nome Rudo surebrec O homem que vai Te matar Indo de um lado pro pra cima e pra baixo Que foi? Não consegue acertar? O gris, com esse amuleto Rezou pelas nossas vidas Acha que por isso eu Não consigo te bater? Vou capotar no soco Esse merda masoquista Olha pra mim Eu não preciso de arma Minha habilidade Cê pode burlar Mas o que importava Pro gris Foi destruído É minha culpa (Minha culpa) Aah Me descartaram Julgamento errado Me tratam como lixo Me desvalorizaram E se vocês derramaram sangue Em minhas mãos imundas Eu vou subir e mostrar ao mundo A minha justiça suja (Gritos do) Abismo que ecoam por essas terras Esse ódio reprimido que se propagará Por essas eras Todo o mal que injustamente Me causaram, é retornável Verão todo, esse Ódio reciclável Me abandonaram Em um vazio sem fim Me deixaram pra morrer Mas sozinho aprendi Quem nasce do ódio Não pode ceder Vou voltar Vou matar todos vocês (-Cês, -cês) todos vocês Antes de aprender a andar Eu aprendi a cair Me deram um nome Mas não um sentido Tão alto é o grito Do silêncio dentro de mim Não sou o que veem Sou o que sobra Quando ninguém olha A fraqueza que há em mim É a mesma guerra que me forja Em minhas costas O peso de escolhas Que nunca foram minhas No que viam tanto valor Por que hoje não valorizam?