As nuvens pesam num suspiro no ar Segredos cruzam o frio Sob o céu, as luzes piscam Não conseguem afastar a escuridão Minha sombra está maior do que era antes Me persegue e não me deixa ir Chuva tensa que nunca tem fim Cai como lágrimas do céu sobre mim Eu chamo, eu clamo Mas não há ninguém que possa me responder O espelho racha quase em silêncio Mostrando um rosto que eu não quero ver O relógio quase para, mas insiste em girar Roubando instantes de mim Cada gota é a dor que se faz refém Cada vento sopra o que restou de alguém Será que o Sol esqueceu quem sou Ou se cala, sem razão? Chuva tensa que nunca tem fim Cai como lágrimas do céu sobre mim Eu chamo, eu clamo Mas não há ninguém que possa me responder Chuva tensa que nunca tem fim Cai como lágrimas do céu sobre mim Eu chamo, eu clamo Mas não há ninguém que possa me responder