Pelas ruas você juntou bitucas de cigarro Na esperança de se fazer com os restos um inteiro No sofá sua vida já destoa em mil pedaços Colhendo a flor-da-morte que você plantou Porronco, acenda o porronco Dessa vida não se leva quem? Porronco, queime o porronco Só terei paz quando eu morrer! Acordou desenganado estando morto O espelho não refletiu aquilo foi Diluiu o que sobrou dentro de um copo Bebeu o fogo com gosto do inferno Porronco, acenda o porronco Dessa vida não se leva quem? Porronco, queime o porronco Só terei paz quando eu morrer!