Andarilhar Viver no tempo da terra Plantar os pés Pela memória do pelo Soltar as mãos Tendo a memória nos dedos Viver no tempo do ócio Ouvindo o corpo com calma Olhar o som Que há debaixo da calma Desaprender Andar na pausa do tempo Considerar Pequenas coisas primeiro Ir pro quintal de cimento Pra ver a sombra crescendo Ter a chegada da noite E os siriris na arandela E admitir que o oposto é entristecer Andar na culpa por se achar Gente incapaz de ser feliz E se procuro ainda meu habitat Andar de novo até achar Andar de procurar Andarilhar, andarilhar Andarilhar, andarilhar Antecipar Entrar no meio da brecha Continuar Zombar dos prazos e termos Inspiração Pegando a ideia do vento Fazer além do esperado Só respeitando o desejo Ter um verão na janela E um trovão no meu peito E admitir que o oposto é entristecer Andar na culpa por se achar Gente incapaz de ser feliz E se procuro ainda meu habitat Andar de novo até achar Andar de procurar Andarilhar, Andarilhar Andarilhar, Andarilhar Se desligar Fugir do tempo da tela Abrir o nó Que me amarrava no medo Se preocupar Com mais aromas intensos Saborear o desejo Não ser mais um na plateia