Meu endereço é o meio da rua que eu Fui indivíduo médio burguês Meu dormitório é tua cidade suja Fumo bituca velha do chão Me aproximar de meu passado mal lembrado Preso a recaídas de um rapaz normal Comércio, carro e música ruim Um velho vai no bingo e ri E o helicóptero passa Malucos e profetas do fim Divulgam suas místicas cheios de si Mas quem vai explicar esse meu céu azul? Pela última vez: Eu não fabrico desespero Meu mundo é outro e eu não quero seu dinheiro Me deixe em paz A vida aqui na rua é paraíso comparada à vida de trabalhador Sou meu prefeito, vivo calado e à margem Rapaz urbano andando na Sé Não tenho nome, carro, mulher e idade Só creio em meu cachorro fiel Atividades de um passado desbotado Comércio, carro e música ruim O velho vai no bingo e ri E o helicóptero passa Malucos e profetas do fim Divulgam suas místicas cheios de si Mas quem vai explicar esse meu céu azul? Pela última vez: Eu não fabrico o desespero Meu mundo é outro e eu não quero seu dinheiro Me deixe em paz A vida aqui na rua é paraíso comparada à vida de trabalhador Sou eu quem entrava no seu edifício Fui empresário dono daqui