Tudo fica turvo, embaçado, sem direção E aquele pensamento: O que vai dar errado? A mente é um redemoinho, fim que não vem É um aperto no peito, sempre assim Faço força, mas o pensamento não clareia É um incômodo cortante, essa espera que ateia Fogo no corpo inteiro, uma dor sem explicação Mas sem gritar, ninguém vê minha condição É interno, invisível Dói no silêncio, é quase impossível A luz, o som, o cheiro, tudo extrapolado Incômodo, dor, um mundo irritado E até você, que eu queria perto, me desorganiza Parar seria a saída? Mas até isso falha e sutiliza Aprendi com o tempo, na marra e na dor Que essas estranhezas são parte do meu calor Me antecipar às vezes é o meu escudo Mas nem sempre o mundo é previsível ou mudo Faço força, mas o pensamento não clareia É um incômodo cortante, essa espera que ateia Fogo no corpo inteiro, uma dor sem explicação Mas sem gritar, ninguém vê minha condição É interno, invisível Dói no silêncio, é quase impossível A luz, o som, o cheiro, tudo extrapolado Incômodo, dor, um mundo irritado E até você, que eu queria perto, me desorganiza Parar seria a saída? Mas até isso falha e sutiliza E pode doer, pode apertar, pode confundir Pode o mundo inteiro em mim se distorcer e fugir Mas uma coisa eu sei, e vou afirmar Tudo isso não me faz menos incrível É interno, invisível (mas eu sigo) Dói no silêncio, é quase impossível (mas eu existo) A luz, o som, o cheiro, tudo extrapolado Incômodo, dor, e um mundo irritado E mesmo você me desorganizando Eu sigo me encontrando, me reinventando Interno, invisível Mas real E incrível