Cada sentido desperta, captura um recomeço O mundo se revela em seu processo A mente tece realidades, um fluxo que se alonga O peito respira, o compasso me pertence e alonga A consciência processa em altíssima resolução O momento se estira nesta expansão Meu corpo é um receptor, traduz a vibração É um léxico vivo de pura expressão É percepção pura Um dom sob a epiderme, visivelmente integral A luz se difrata, o som se tece, o ar é vital É um bioma único de experiência total E até o teu abraço, que recalibra meu desejo Neste contínuo, eu conquisto o meu apreço Busquei a pausa, um intervalo na ação Um intermezzo para tanta recepção Porém na pausa, as antenas interiores sussurram mais Revelam nuances que antes não notava jamais A consciência processa em altíssima resolução O momento se estira nesta expansão Meu corpo é um receptor, traduz a vibração É um léxico vivo de pura expressão É percepção pura Um dom sob a epiderme, visivelmente integral A luz se difrata, o som se tece, o ar é vital É um bioma único de experiência total E até o teu abraço, que recalibra meu desejo Neste contínuo, eu conquisto o meu apreço E eu aprendi a modular, a arquivar Cada ressonância que posso nominar Não é divergência, é a maestria de sentir O universo em relevo, em cores a expandir É ato contínuo (sim) Minha natureza, integral e fiel (fiel) A luz se difrata, o som se tece, eu sintonizo as gradações E teço a variedade em construções leais E se o teu contacto às vezes me redefine Minha essência, com tudo isto, se ilumina E todo este espectro Me torna absolutamente único Sou ato contínuo Sou presente