Ato continuo

Danielle de Aguiar

Composición de: Danielle de Aguiar Carvalho de Vasconcelos
Cada sentido desperta, captura um recomeço
O mundo se revela em seu processo
A mente tece realidades, um fluxo que se alonga
O peito respira, o compasso me pertence e alonga

A consciência processa em altíssima resolução
O momento se estira nesta expansão
Meu corpo é um receptor, traduz a vibração
É um léxico vivo de pura expressão

É percepção pura
Um dom sob a epiderme, visivelmente integral
A luz se difrata, o som se tece, o ar é vital
É um bioma único de experiência total
E até o teu abraço, que recalibra meu desejo
Neste contínuo, eu conquisto o meu apreço

Busquei a pausa, um intervalo na ação
Um intermezzo para tanta recepção
Porém na pausa, as antenas interiores sussurram mais
Revelam nuances que antes não notava jamais

A consciência processa em altíssima resolução
O momento se estira nesta expansão
Meu corpo é um receptor, traduz a vibração
É um léxico vivo de pura expressão

É percepção pura
Um dom sob a epiderme, visivelmente integral
A luz se difrata, o som se tece, o ar é vital
É um bioma único de experiência total
E até o teu abraço, que recalibra meu desejo
Neste contínuo, eu conquisto o meu apreço

E eu aprendi a modular, a arquivar
Cada ressonância que posso nominar
Não é divergência, é a maestria de sentir
O universo em relevo, em cores a expandir

É ato contínuo (sim)
Minha natureza, integral e fiel (fiel)
A luz se difrata, o som se tece, eu sintonizo as gradações
E teço a variedade em construções leais
E se o teu contacto às vezes me redefine
Minha essência, com tudo isto, se ilumina

E todo este espectro
Me torna absolutamente único
Sou ato contínuo
Sou presente
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